Leitura curatorial
Sobre a obra
Cobra Naja explora a presença ameaçadora e hipnótica do animal a partir de uma composição marcada pela verticalidade, pela expansão do capuz e pela boca aberta.
A geometria facetada constrói o volume da serpente, enquanto a pintura acrescenta outra camada de complexidade: verdes, dourados e variações escuras percorrem o corpo em padrões que reforçam a sensação de pele e movimento sem abandonar a linguagem geométrica da obra.
A peça combina tensão, elegância e força visual, transformando a figura da naja em uma presença escultórica intensa.
Contexto
História e contexto
Criei esta obra porque sempre gostei muito da imagem da naja com o capuz aberto e, naquele momento, estava especialmente inspirado para trabalhar a pintura.
Foi uma peça em que explorei bastante as variações de cor e os padrões do corpo. Mais tarde, quando recebi uma encomenda para produzi-la novamente, percebi o quanto aquela pintura era difícil de repetir.
Além da quantidade de detalhes, existem áreas da escultura de acesso complicado para o pincel, principalmente na parte inferior e nas regiões internas do corpo enrolado. Consegui reproduzi-la, mas a experiência me fez decidir que não quero mais produzir essa obra sob encomenda.
Ainda assim, continuo gostando muito da peça e considero importante mantê-la no acervo como parte da minha trajetória.