Leitura curatorial

Sobre a obra

Calavera aproxima a linguagem geométrica da obra de Thales Fiorin do imaginário visual associado ao Día de Muertos mexicano. Sobre a estrutura facetada da caveira, a pintura se espalha em flores, cores intensas, linhas e pequenos ornamentos, criando um contraste deliberado entre a imagem da morte e uma superfície marcada pela vitalidade. Nesse universo simbólico, a caveira não aparece apenas como representação do fim. Ela também pode estar ligada à memória, à permanência dos vínculos e à celebração daqueles que fizeram parte da vida. A obra explora justamente essa dualidade: uma forma tradicionalmente associada à morte transformada pela cor, pelo detalhe e pela ornamentação em uma presença vibrante.

Contexto

História e contexto

Eu já tinha vontade de criar uma caveira inspirada nas calaveras mexicanas havia bastante tempo. Além da forma, o que mais me interessava era a possibilidade de trabalhar uma pintura completamente diferente das outras peças. Quis aproveitar a superfície da caveira para criar muitos detalhes, flores, linhas e áreas de cor, fazendo da pintura uma parte tão importante da obra quanto a própria modelagem. Também me atrai o conceito por trás dessas imagens: a possibilidade de tratar a morte não apenas de uma maneira sombria, mas relacionada à memória, à celebração da vida e à permanência dos vínculos com quem já se foi.

Produção

Feita uma a uma

Cada obra é produzida e finalizada manualmente. Pequenas variações de cor, textura e acabamento fazem parte do processo e tornam cada execução única.

As obras apresentadas também podem servir como referência de cores e acabamentos, ou como ponto de partida para uma nova ideia. Prazo de produção informado no atendimento.