Leitura curatorial
Sobre a obra
Carranca revisita uma figura profundamente ligada ao imaginário popular brasileiro por meio da linguagem geométrica e facetada característica do trabalho de Thales Fiorin.
De grandes proporções e expressão intensa, a obra remete visualmente a uma peça entalhada em madeira. Essa aparência, porém, contrasta com sua construção em papel e resina, criando um jogo entre aquilo que o olhar pressupõe e aquilo de que a obra realmente é feita.
A figura preserva a força expressiva associada às carrancas enquanto a geometria, o acabamento e a transformação do material a deslocam para uma interpretação contemporânea.
Contexto
História e contexto
Carranca nasceu de uma encomenda e acabou se tornando uma obra de grandes proporções.
Quando passei a expô-la no Brique da Redenção, percebi uma reação que se repetia com frequência: muitas pessoas observavam a peça tentando descobrir qual tipo de madeira eu havia utilizado. A surpresa vinha quando eu explicava que não havia madeira na construção e que a obra era feita de papel e resina.
Essa reação sempre me chamou atenção porque mostra até onde o acabamento e a transformação do material conseguem alterar a percepção da peça. Algo inicialmente leve e frágil como o papel passa a transmitir visualmente o peso e a aparência de uma escultura entalhada.
Produção
Feita uma a uma
Cada obra é produzida e finalizada manualmente. Pequenas variações de cor, textura e acabamento fazem parte do processo e tornam cada execução única.
As obras apresentadas também podem servir como referência de cores e acabamentos, ou como ponto de partida para uma nova ideia. Prazo de produção informado no atendimento.